A culpa é do destino

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Nunca fui muito boa em resolver problemas, os meus problemas. Sempre procurei fugir das situações e ignorar a ter que resolver qualquer coisa que aparecesse pelo caminho. Não posso dizer que era a pessoa mais feliz em fazer isso, mas quando se trata de tomar as piores decisões, eu realmente entendo.

Quando eu tinha 15 anos era muito simples assumir a responsabilidade pelas decisões que eu tomava. Eu era bem corajosa. Já aos 25, busco sempre um culpado para justificar as burrices que cometo – tipo o destino. Quem mandou ele se meter em tudo? Achar que pode sempre controlar as coisas, que o final já está certo muito antes do desenrolar da história. Metido a besta, é isso que o destino é.

O destino sempre se mete para interferir nas coisas. Sempre fui aquela garota atenciosa, que dedica tempo demais as pessoas que não merecem. Nunca fiz nada esperando algo em troca, mesmo que tenha esperado o mesmo respeito que dediquei a cada um que passou pela minha vida.

Pode ser que eu espere demais e crie muitas expectativas. Quando eu era mais nova, era mais simples assumir a responsabilidade pelos atos que eu cometia. Hoje, no auge da minha complicação emocional, ficou bem claro que a culpa de tudo é exclusiva e unicamente do destino.

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