A história de como eu me apaixonei por você

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Eu me apaixonei por você assim, gradativamente, como quem acorda de um sonho. Eu geralmente sou péssima em dizer o que sinto, então começo a escrever. Contando com as possibilidades da vida, sei que você nunca irá ler isso.

Aconteceu assim, em um belo dia eu simplesmente percebi uma luz na minha cabeça, quando apertei o interruptor, ela simplesmente me disse exatamente o que estava acontecendo: “Olha bem como ele está te olhando. Olha esses olhos que te encaram e te analisam, olha bem.” – então aquela luz simplesmente se apagou. Eu me apaixonei por ele, mas, afinal, como poderia não me apaixonar?

Quando me dei conta do que estava acontecendo, juro que eu não tentei fugir. EU-NÃO-TENTEI-FUGIR. Deixei que ele me segurasse em seus braços e beijasse minha testa enquanto acariciava meus cabelos. Foi aquele sentimento de paz e pertencimento, era como estar em casa. Aquele cheiro familiar que me faz perder os sentidos e me desorienta a ponto de eu não conseguir raciocinar sobre o que realmente está acontecendo.

No auge da minha explosão sentimental, paro para avaliar como eu cheguei até aqui, bem nesse ponto. Mas eu só consigo pensar no frio na barriga, nas mãos suadas e aquela fraqueza que me dá quando você abre esse imenso sorriso, que me desmonta dos pés a cabeça. E me faz, sem perceber, prender o ar e ficar com a cara mais idiota possível a te observar. Só pelo simples prazer da sua companhia ou das suas histórias mais que estranhas.

Eu não sei o seu jogo, nem sei se ando marcando gol a favor ou contra. Mas eu posso dizer que foi um privilégio te conhecer. E não só pelo fato de ter me apaixonado por você, acabei saindo da zona de conforto em que eu me encontrava e passei a notar as coisas que realmente importam, e que eu, tão cansada de remar contra a maré, havia tampado os olhos e simplesmente ignorado.

Entre tantas possibilidades, eu me apaixonei como quem está em um sonho e vai construindo uma história aos poucos. Pela primeira vez eu não fui o oito ou oitenta, não me atirei ou me entreguei de cara ao desconhecido. Sentei na arquibancada como espectadora para assistir o show, o seu show e, no fim, não havia como não me apaixonar.

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