O meu amor à distância

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Eu preciso dizer que quando se trata de história, uma boa história, eu sou fascinada. Então resolvi compartilhar uma com vocês. Alguns anos atrás conheci alguém que mudaria minha vida por completo. Essa história envolve todos os clichês possíveis, desde o encontro perfeito até a despedida trágica. Foi assim que eu comecei a acreditar em amor à distância, quando conheci o jovem Chris.

Ele era tão destemido e cheio de coragem. Confesso que quando fiz minha primeira tatuagem, ele estava presente em pensamento, afinal, ele possuía tantas e eu sempre tão medrosa. Após anos mantendo a nossa história virtualmente, resolvi encontrá-lo. Ele mora em outro estado, então viajei quilômetros.

Era 19 de setembro de 2013, em plena Avenida Paulista, horário de pico, na estação Consolação. Ele me aguardava com aquele coturno preto e a jaqueta de couro – que até hoje lembro do cheiro. Ele queria me ensinar a tomar café, eu, queria fazer ele tomar milk shake. Mas foi no cruzamento da Rua Pamplona que nosso destino mudou – ele me beijou.

Foi sob aquele céu começando a ganhar estrelas, o dia frio bem paulistano, que ele me beijou. E eu posso me lembrar da sensação daquele beijo até nos dias de hoje. Chris sempre foi o que eu gostaria de ser – destemido. Sua coragem e carinho me persegue até hoje.

Eu o amava, mas nunca tive a chance de dizer isso a ele. Perdi tempo demais, mas ele foi aquele amor épico, desses vistos em filmes. Queria ter tido mais dias, mais coragem de dizer a ele tudo o que eu sentia. O que me sufocava o peito e transbordava por meus poros.

Queria ter sua ousadia, só para ter dito o quanto o amava. Não vou falar sobre nossa despedida, ela sempre mexe com a minha cabeça e abala meu psicológico. Ah, como eu sinto sua falta! Mas não tem como não recordar a nossa promessa: “Não pode chover o tempo todo. O céu não pode cair para sempre. E embora a noite pareça longa, suas lágrimas não podem cair pra sempre… Prédios queimam, pessoas morrem, mas o amor verdadeiro é para sempre”.

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